Acordes com Pestana em quatro modelos de Acordes “E, A, C e G”

A maior com pestana no modelo de ENum post anterior mostramos os quinze acordes do vocabulário básico do principiante.
Neste post, veremos os acordes com pestana. Incluindo apenas os acordes mais simples deste tipo, nosso “vocabulário” aumentará de 15 para mais de 150 posições.

Os acordes com pestana tem esse nome devido à função do dedo indicador, que atua como uma barra sobre as seis cordas, fazendo o papel da pestana do braço do violão.

Dessa maneira, qualquer acorde que utilize cordas soltas pode ser tocado nos demais trastes.

A principal vantagem dos acordes com pestana é que eles são móveis.

O mesmo modelo de posição pode ser tocado em diferentes trastes ao longo do braço, sem alterar a posição relativa dos dedos, formando doze acordes diferentes nos doze primeiros trastes.

A nota do traste em que a posição é montada determina a tonalidade do acorde.

Ao tocar os exemplos que se seguem, você constatará que o mesmo acorde pode ser tocado em lugares diferentes ao longo do braço.

Isso significa que qualquer progressão pode ser tocada de diferentes maneiras, cada qual com uma sonoridade.

Existem 6 modelos de posições com pestana, embora neste post iremos abordar apenas quatro que julgo os mais comuns.

Cada um desses modelos de posições deriva de um acorde sem pestana.

O “modelo de E” é baseado num acorde de “E maior” sem pestana, assim como o “modelo de A” deriva do “A maior”, o “modelo de C” de “C maior”, o “modelo de G” de “G maior”, o “modelo de D” de “D maior” e o “modelo de F” de “F maior”.

Os modelos de posições de “E, A, D, C, G e F” podem ser facilmente “adaptados” para acordes menores, com sétima, com sétima maior ou menor.

Vamos então exemplificar os quatro modelos.

Acordes com pestana “modelo de E”

O principio de todos os acordes com pestana é transformar um acorde numa posição que possa ser tocada ao longo de todo o braço.

Comece montando um acorde simples de E maior.

acordes com pestana modelo de EPara liberar o indicador, é preciso rearranjar os dedos, de forma que a posição seja feita com o médio, o anelar e o minimo.

Monte agora essa mesma posição um traste acima e coloque o dedo indicador sobre o primeiro traste, cobrindo todas as cordas.

Esta é a pestana e a posição ou acorde é “F maior”. O “F” na 6ª corda dá nome ao acorde.

Se você não conseguir uma boa sonoridade no acorde com pestana, lembre-se que não se trata apenas de fazer um pouco mais de força para apertar as cordas, provavelmente é o polegar que não está bem posicionado.

Digitação alternativa para os acordes no “modelo de E”

A pestana do “modelo de E” ao longo do braço
A tônica de todos os “modelos de E” é dada pela nota da 6ª corda.

localização da tônica em acordes com pestana no modelo de E

No acorde básico de “E maior”, a 6ª corda é solta e o “E” é a tônica do acorde.

No “F maior” com pestana, a 6ª corda é tocada no primeiro traste, que dá a nota “F”, a tônica de “F maior”.

No braço do violão, cada traste representa um semitom. Isso significa que a cada traste o acorde aumenta um semitom.

Deslocando a posição de “F” com pestana para o traste seguinte, obtemos um “F# maior”; no próximo, “G maior”, e assim por diante.

No 12º traste, o acorde será novamente “E maior” (uma posição que só é possível em instrumentos em que o braço se junta ao corpo acima dó 12º traste).

Acordes com pestana “modelo de A”

O modelo de “A maior” também é móvel e pode ser tocado com pestana, pode ser montado em qualquer traste do braço, originando doze acordes diferentes.

acordes com pestana modelo de AComo no “modelo de E”, a colocação dos dedos deve ser ligeiramente alterada para liberar o indicador.
Comece reposicionando os dedos: o médio na 4ª corda, o anelar na 3ª corda e o dedo mínimo na 2ª corda; a seguir, desloque a posição para o 3º traste e faça a pestana no 1º.

Com isso o acorde passa de A maior para Bb maior.
O “modelo de A” ao longo do braço
A tônica de todos os acordes feitos no “modelo de A” ao longo do braço está na 5ª corda.
Ao passar de A maior para Bb maior, a 5ª corda passa de A (corda solta) para Bb no primeiro traste; e Bb será a tônica do acorde Bb maior.

Digitação alternativa para os acordes no “modelo de A”

Menores e sétimas com pestana

Acordes menores e sétimas podem ser feitos com pestana, da mesma forma que os acordes maiores.

Em alguns casos, são até mais fáceis de tocar. Os acordes de E menor e E sétima, mostrados no dicionário básico, são versões ligeiramente alteradas do acorde de E maior.

acordes menores e sétimas com pestanaCom o reposicionamento dos dedos e o indicador fazendo pestana, eles podem ser tocados em qualquer traste.

O mesmo se aplica aos acordes de A menor e A sétima, que podem também ser tocados como formas adaptadas do “modelo de A” com pestana.

Depois de aprender a tocar as variações de cada acorde nos diferentes trastes e de memorizar as notas da 5ª e da 6ª corda, você terá expandido sensivelmente seu vocabulário de acordes.

Serão doze acordes maiores, doze acordes menores e doze sétimas com pestana baseados no “modelo de E”, e mais doze acordes maiores, doze menores e doze sétimas com pestana baseados no “modelo de A”. Total: 72 posições com 36 acordes diferentes.

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Acorde com meia pestana “modelo de C”

acorde com meia pestana modelo de C
A terceira forma móvel de pestana deriva do acorde de C maior.

A técnica é a mesma da construção dos outros acordes com pestana: reposicionar os dedos para que o indicador possa fazer a pestana.

A tônica dos acordes tocados nessa posição é dada pela 5ª corda e tocada com o dedo mínimo, não mais com o anelar.

Os acordes do “modelo de C” são mais difíceis de tocar do que os derivados do “modelo de E e de A”.

Isso ocorre porque o dedo mínimo, relativamente fraco, precisa tocar o bordão, o que exige uma abertura maior, especialmente no começo da escala onde ficam mas distantes entre si.

Acorde com meia pestana “modelo de G”

acorde meia pestana modelo de GA quarta e última posição móvel com pestana deriva do acorde de “G”.

No entanto, a 1ª corda não é usada. A tônica dos acordes do “modelo de G” é tocada na 6ª corda, com o dedo mínimo. O indicador faz meia pestana na 2ª, 3ª e 4ª cordas.

Dos quatro modelos móveis, o de “G” é provavelmente o menos usado. Mas deve ser aprendido mesmo que seja apenas para compreender como funciona.

Pode ser útil quando alternada com pestanas do “modelo de C” ou como base para mudar para outra posição próxima, ou ainda para a construção de diversos acordes dissonantes.

fonte: Toque – Ralph Denyer

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Autor: Airton

Profissional freelancer atuando nas áreas de Design Gráfico, Produção Gráfica e Web Design. Desenvolvo projetos para mídias impressas e digitais. Sempre interessado nos avanços das tecnologias, métodos e processos, venho me dedicando ao estudo do Marketing Digital. "Músico por paixão" :-)

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