Batidas ou levadas no Violão

batidas de violão com palheta.

Nas batidas ou levadas no violão, tocar todas as cordas em movimentos ritmados é, basicamente, um ato instintivo para o qual se tem facilidade ou não.

Na guitarra, esse movimento da mão direita, conhecido como batida, é feito geralmente com palheta, para obter um som mais nítido e um impacto maior.

No violão, empregam-se algumas combinações entre o polegar e os demais dedos, usados de maneira a rasquear as cordas como uma palheta, ao invés de dedilhá-las. São também comuns nas batidas de violão em que o polegar toca um bordão por vez e os três dedos juntos executam uma marcação rítmica nas primas.

Como em qualquer outra técnica de mão direita, o importante para obter um bom efeito é manter o ritmo constante e fluente, alternando os toques para cima e para baixo (no caso da palheta) ou entre o polegar e os três dedos (quando se toca sem ela).

Na guitarra, a palheta de baixo para cima produz um som mais agudo, pois dá ênfase às primas. De cima para baixo, o som, sai mais cheio, pois os bordões recebem a maior parte do impacto.

Além de se preocupar com a fluência e precisão rítmica das batidas, é importante acentuar diferentes tempos, o que se faz aumentando a intensidade dos toques e escolhendo bem quais deverão ser para cima ou para baixo.

Nas batidas de violão você pode usar a palma da mão direita para abafar ou silenciar o som das cordas. Na guitarra, é geralmente a mão esquerda que se encarrega de abafar as cordas. Isso cria pausas nos momentos em que são necessárias e ajuda a realçar os tempos acentuados.

A melhor maneira de aprimorar o seu senso rítmico é através da prática constante. Você pode praticar sozinho, com metrônomo ou sem ele, mas é fundamental que dedique também algum tempo a tocar com outros músicos.

Batidas ou levadas no violão com palheta

Ao usar a palheta, procure sempre dosar a intensidade do toque. Se você tocar todas as palhetadas com a mesma intensidade, ficará difícil perceber os acentos em determinados tempos.

Outro ponto importante é o número de cordas abrangidas em cada palhetada. Para realçar um acento mais forte, você pode usar uma palhetada que percorra as seis cordas. Mas o mais comum é fazer isso apenas no primeiro tempo de cada compasso, para deixar bem definido o som do bordão.

As palhetadas restantes devem abranger apenas três a quatro cordas, o que torna mais ágil o movimento de ida e vinda da mão, para cima e para baixo. Outro recurso bastante empregado é dar um toque de palheta na nota do baixo e outro nas cordas restantes.

Palhetadas seguidas

Um dos esquemas de acompanhamento mais simples na guitarra é o que resulta de uma sequência constante de palhetadas, que alternam o movimento para cima e para baixo.

Aqui o objetivo principal é mostrar como podem ser ordenadas e alternadas as palhetadas para conseguir várias divisões rítmicas.

Nos exemplos a seguir, a primeira palhetada deve ser descendente e abranger três ou quatro das cordas graves (6ª, 5ª, 4ª e 3ª). As demais palhetadas, sejam descendentes ou ascendentes, devem cobrir as quatro primeiras cordas, para realçar as primas. Em todos os exemplos, comece escolhendo uma sequência de tempos regular.

batidas ou levadas no violão com palheta.

batidas ou levadas no violão com palheta.

batidas ou levadas no violão com palheta.

batidas de violão com palheta.
batidas de violão com palheta.

Batidas com polegar e indicador

Existem inúmeras maneiras de executar uma marcação rítmica com a mão direita no violão. Certos estilos, como a música caipira, empregam uma alternância entre toques descendentes de polegar nos bordões e toques ascendentes e descendentes nas primas, com o indicador.

Muitas vezes, os violonistas e violeiros usam também as costas da mão nas batidas de violão em movimentos descendentes, para conseguir um efeito de rasqueado, ou então equipam o polegar com dedeiras.

Nos exemplos a seguir, as setas indicam se o movimento é ascendente ou descendente, e quantas cordas devem ser abrangidas pelo toque. A letra “p” assinala os toques dados com o polegar; a letra “i” os toques com o indicador.

batidas com o polegar e indicador.
batidas com o polegar e indicador.
batidas com o polegar e indicador.
batidas com o polegar e indicador.

Batidas com polegar e três dedos

Na execução de muitos ritmos populares, é comum a utilização do polegar nos bordões e dos três dedos juntos nas primas.

Conforme a distribuição alternada dos toques de polegar e dos três dedos, o violonista consegue toda uma gama de diferentes divisões rítmicas.

Para criar variedade, é importante alternar a nota do polegar, ora fazendo a tônica do acorde, ora fazendo a quinta ou a terça. É comum também combinar esse esquema de batida com alguns dedilhados, que suavizam a marcação e criam contraste com os tempos acentuados.

Cada violonista acaba introduzindo pequenas variações nos esquemas de acompanhamento com a mão direita, que se tornam então característicos de seu estilo pessoal.

batidas com polegar e três dedos.

batidas com polegar e três dedos.

batidas com polegar e três dedos.

fonte: Toque – Ralph Denyer

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Autor: Airton

Profissional freelancer atuando nas áreas de Design Gráfico, Produção Gráfica e Web Design. Desenvolvo projetos para mídias impressas e digitais. Sempre interessado nos avanços das tecnologias, métodos e processos, venho me dedicando ao estudo do Marketing Digital. "Músico por paixão" :-)

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