A Escala Maior

escala-c-maior

A escala Maior é formada por oito graus (notas) e todas têm um intervalo de semitom entre o 3º e o 4º grau e entre o 7º e o 8º grau.

Uma escala é qualquer série de notas consecutivas que formem uma progressão entre uma nota e sua oitava.

A escala pode subir ou descer uma oitava. A palavra tem origem do latim scala, que significa “escada” a analogia se justifica, pois uma escala sobe e desce uma oitava, e cada grau da escala representa uma das notas intermediárias, assim como os degraus de uma escada.

Existem muitas escalas diferentes, e a história de seu desenvolvimento é complexa.

As escalas se distinguem uma das outras pelas distâncias (intervalos) entre as notas, ou seja, pela distância representada por uma oitava.

Na música ocidental, as escalas mais importantes são a diatônica maior e os três diferentes tipos de escalas menores.

O som característico de qualquer escala é determinado por seu número de graus (notas), pela ordem em que estes estão dispostos e por seu “tamanho”, em outras palavras, se o grau é de um tom ou de um semitom.

Se um padrão de divisão de oitava é uniforme, a escala terá as mesmas características de som, seja qual for sua primeira nota.

Verificando a analogia entre graus (notas) da escala e degraus da escada, vê-se que a escala maior tem oito degraus (notas) e que requer sete passos (intervalos) para alcançar o oitavo degrau (a oitava).

Na escala maior, o tamanho dos degraus é o seguinte:

Tom (1º ao 2º passo);
Tom (2º ao 3º);
Semitom (3º ao 4º);
Tom (4º ao 5º);
Tom (5º ao 6º);
Tom (6º ao 7º);
Semitom (7º ao 8º).

Portanto, o som produzido pela escala maior deve ser ao fato de ter um semitom entre a 3ª e a 4ª nota e entre a 7ª e a 8ª nota.

O que lhe dá a característica de “maior” é o intervalo de dois tons entre a 1ª e a 3ª nota, que é chamado terça maior.

A escala maior, derivada do “modo Jônico” já era usada há séculos, antes de ser adotada pelos compositores.

Nos tempos medievais, era condenada pela igreja, que ela se referia como modus lascivus (Modo luxurioso), e aparecia frequentemente nas canções e danças populares. No entanto, desde o estabelecimento das leis da harmonia, por volta do século XVI, a escala maior passou a representar a matéria-prima da música ocidental. Tudo gira em torno dela.

Como construir escalas maiores

A música ocidental divide a oitava em doze segmentos, cada um deles equivalendo a um semitom (ver post Altura).

No teclado, isso se repete nas doze notas diferentes (sete teclas brancas e cinco teclas pretas) de uma oitava.

No braço no violão isso é ainda mais simples: a oitava se divide em doze trastes, um para cada nota. Dessa forma, um traste equivale a um semitom, e dois trastes a um tom.

Todas as escalas maiores têm um intervalo de semitom entre a 3ª e a 4ª e entre a 7ª e a 8ª nota.

Esse padrão da Escala maior é fácil de elaborar sobre uma única corda:

1ª nota + dois trastes = 2ª nota;
2ª nota + dois trastes = 3ª nota;
3ª nota + um traste = 4ª nota;
4ª nota + dois trastes = 5ª nota;
5ª nota + dois trastes = 6ª nota;
6ª nota + dois trastes = 7ª nota;
7ª nota + um traste = 8ª nota.

Na escala de C (dó maior), esse padrão não produz sustenidos ou bemóis. No teclado, C (dó maior) é a escala diatônica que usa apenas as teclas brancas. No entanto, a escala de G (sol maior) tem um sustenido, ver abaixo na ilustração, e a escala de F (fá maior) tem um bemol.

a escala de C# (dó sustenido maior), por exemplo, tem cinco sustenidos. Essa informação é dada pela armadura.

A presença de sustenidos e bemóis na armadura é essencial para que o padrão (tons e semitons) da escala seja mantido. Em uma das ilustrações abaixo estão as notas das doze escalas maiores.

Os graus que compõe uma escala maior são frequentemente identificados pelo sistema numeral romano. Isto foi descrito no post Teoria dos três acordes.

A escala de C Maior
Uma das maneiras de exercitar o ouvido para os intervalos da escala maior é praticando a escala em uma só corda. Comece pelo C no 1º traste da 2ª corda, lembrando que um traste equivale a um semitom.

escala maior de C - dó maior

A escala de G Maior
Comece tocando a nota G na 1ª corda. Mantenha o padrão de tom (2 trastes), tom (2 trastes), semitom (1 traste) etc. O intervalo de um tom entre a 6ª e a 7ª nota da escala fará aparecer um F#. A nota F natural, portanto, não faz parte da escala de G maior

escala maior de G - sol maior

Padrões de digitação para escala maior

É pouco prático tocar escalas para cima e para baixo na mesma corda.
Para uma execução fluente das escalas, é preciso aprender tocá-las passando de uma corda para outra.

Os padrões mostrados nas ilustrações abaixo se restringem a quatro trastes. Isso possibilita manter a mão no mesmo lugar do braço (ou seja, na mesma posição), e tornar cada dedo responsável por um traste (Ver post A mão esquerda).

Portanto, a escala (ou escalas) deve ser tocada da primeira à última nota apenas com movimentos dos dedos.

Todos esses padrões de digitação são móveis; eles podem começar em qualquer nota da corda mas grave.

Para se tocar escalas que comecem com notas diferentes, basta mover esses padrões ao longo do braço, sem alteração das posições dos dedos.

A primeira nota da escala (a tônica) é a primeira nota do padrão de digitação.
Assim, começando-se por C (dó), tem-se a escala de C (dó maior); começando-se por A (lá), a escala de A (lá maior).

Abaixo estão alguns padrões de digitação para escala maior, as tônicas estão indicadas pela cor laranja.

É importante praticar esses padrões até que sejam automatizados. São úteis para o desenvolvimento de velocidade em solos e por formarem a base da Harmonia.
digitacoes-para-a-escala-maior

A Escala Maior nas doze tonalidades
escala-maior-nas-doze-tonaldades

fonte: Toque – Ralph Denyer

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Autor: Airton

Profissional freelancer atuando nas áreas de Design Gráfico, Produção Gráfica e Web Design. Desenvolvo projetos para mídias impressas e digitais. Sempre interessado nos avanços das tecnologias, métodos e processos, venho me dedicando ao estudo do Marketing Digital. "Músico por paixão" :-)

Um comentário em “A Escala Maior”

  1. Realmente é pouco prático tocar escalas para cima e para baixo na mesma corda. E aprender a tocar passando de uma corda para outra e a parte mais “complicada”. Mas para quem curte uma guitarra rock isso não é nada. Aprende fácil, fácil!

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