Escalas Artificiais

Certas escalas, que fogem à definição dos modos e escalas maiores e menores, são chamadas escalas artificiais.

As escalas diatônicas que vimos até agora, maior e três menores, estão longe de esgotar o assunto.

Embora seja verdade que escala maior tem dominado a teoria e a prática da melodia e da harmonia, é possível também criar muitas outras escalas a partir de uma oitava, simplesmente escolhendo outras formas de divisão do intervalo entre as duas notas que delimitam a oitava.

Destas, as escalas de tons inteiros, a diminuta e as pentatônicas, das quais as duas, maior e menor, conforme o intervalo entre a primeira e a segunda notas, são provavelmente as utilizadas com maior frequência na música contemporânea. Elas estão, todas, especificadas aqui.

Escalas de tons inteiros

As escalas de tons inteiros divide a oitava em seis intervalos iguais de um tom inteiro cada. Não possui, portanto, nenhum intervalo de semitom.

A escala de tons inteiros possui uma característica sonora flutuante, pois não estabelece um centro tonal específico.

Na verdade devido a sua peculiar sequência de intervalos, com ausência total de semitons, ela soa exatamente a mesma, não importa em qual nota seja iniciada.

É possível construir apenas duas escalas de tons inteiros.

A primeira parte da nota C (dó), a outra de C# (dó sustenido) ou Db (ré bemol).

A nota que se decide tocar primeiro é a que dá nome à escala.

A escala de tons inteiros permite elaborar progressões harmônicas que não seriam possíveis com a harmonia diatônica convencional, constitui, portanto, um recurso muito útil para a composição.

As duas escalas de tons inteiros

Todas as doze notas da oitava estão contidas nestas duas escalas.
A nota Inicial dá nome à escala.

Escala-de-tons-inteiros

Padrão de digitação
Para executar a escala de tons inteiros de C (dó).
Comece este padrão no terceiro traste da quinta corda.
Digitacao-tons-inteiros

Escala diminuta

Esta escala contém nove notas, dividindo a oitava em oito intervalos.

Sua sequência baseia-se em intervalos alternados de tom, semitom, tom, semitom e etc.

Cada escala diminuta possui quatro potenciais centros tonais, a primeira, a terceira, a quinta e a sétima notas da escala.

Portanto, são necessárias apenas três escalas diminutas para cobrir as doze notas da escala cromática.

Uma delas parte de C (Dó), a segunda parte de C# (Dó sustenido) ou Db (Ré bemol) e a terceira parte de D (Ré).

A escala iniciada em C (Dó) contém as mesmas notas que as escalas de Eb (Mi bemol), Gb (Sol Bemol) e A (Lá); a de C# (Dó sustenido) equivale às de E (Mi), G (Sol) e Bb (Si Bemol); e a de D (Ré) equivale às de F (Fa), Ab (Lá Bemol) e B (Si).

Quando ocorre em passagens musicais, as escalas diminutas exercem um papel harmônico que depende dos acordes vizinhos.

A escala diminuta assemelha-se a aumentada, em seu potencial para ocupar ou sugerir mais de um centro tonal.

As melodias e os acordes construídos sobre escalas diminutas diferem bastante das melodias construídas com base na harmonia diatônica, e tendem a exercer um poderoso efeito desorientador sobre o centro tonal.

Ao executar essas escalas conforme o padrão de digitação abaixo, em andamento relativamente rápido, você perceberá isso imediatamente.

As três escalas diminutas

Escalas-diminutas
Cada escala diminuta possui quatro centros tonais, indicados pela primeira, terceira, quinta, e sétima notas da escala.
Por exemplo, as escalas diminutas de C (Dó), Eb (Mi bemol), Gb (Sol Bemol) e A (Lá) possuem, todas, as mesmas notas.
Portanto, apenas três escalas bastam para cobrir as doze tonalidades.

Padrão de digitação para escala diminuta

Digitacao-escala-diminuta
A tônica está na 6° corda.
As escalas diminutas possuem os quatro potenciais centros tonais, assim, se você iniciar esta mesma digitação em D (Ré), poderá tocar as escalas diminutas de F (Fa), Ab (Lá Bemol) e B (Si).

Digitação para solos sobre o Acorde Diminuto

Digitacao-acorde-diminuto
Esta digitação possibilita realizar um “arpejo”, ou seja, uma forma horizontal de um acorde de sétima diminuta.
Ele inclui apenas a primeira, a terceira, a quinta e a sétima notas da escala diminuta.

Escalas pentatônicas

A escala pentatônica é uma das mais antigas, sendo utilizada em todo o mundo.

Possui, em tese, origens mongólicas e japonesas, e desempenha um papel importante em toda a música oriental, africana e celta.

Trata-se de uma escala de cinco notas, que difere da maior diatônica pela ausência de duas notas, a 4ª e a 7ª.

Existe também uma escala pentatônica menor. Em relação à escala menor natural diatônica, tem duas notas a menos, desta vez a 2ª e a 6ª.

Caracteriza-se como escala menor pelo intervalo de três semitons (terça menor) entre a primeira e a segunda notas.

As duas escalas pentatônicas mantêm entre si a mesma relação que as escalas diatônicas maior e menor, três semitons para baixo, da maior para a menor, e três semitons para cima, da menor para a maior.

Dessa forma, a escala pentatônica maior de C (Dó) e a escala pentatônica menor de A (Lá), por exemplo, possuem as mesmas notas e intervalos.

As escalas pentatônicas são utilizadas com maior frequência que qualquer outra escala artificial (ou não-diatônica), principalmente por seu forte apelo melódico.

Escalas-pentatonicas

Digitacao-pentatonicas

fonte: Toque – Ralph Denyer

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Autor: Airton

Profissional freelancer atuando nas áreas de Design Gráfico, Produção Gráfica e Web Design. Desenvolvo projetos para mídias impressas e digitais. Sempre interessado nos avanços das tecnologias, métodos e processos, venho me dedicando ao estudo do Marketing Digital. "Músico por paixão" :-)

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