Estilos de Dedilhados

dedilhado com palheta

A base de todo dedilhado no violão é o desenvolvimento de independência de movimentos entre o polegar e os demais dedos da mão do corpo do instrumento. Com isso é possível tocar uma linha rítmica nos bordões com o polegar, ao mesmo tempo que se toca a melodia com os demais dedos nas primas.

Em dedilhados avançados existe uma infinidade de sutilezas e variações, mas é melhor começar com as formas básicas, em que o polegar toca a linha de baixos.
Grande parte da música popular que emprega dedilhados é escrita em Compassos de quatro tempos. Esses tempos são frequentemente marcados por baixos alternados de forma que há sempre dois grupos de dois em cada compasso.

Essas linhas de baixos alternados, que são como uma marca registrada em música americana folk, country e ragtime, estão, praticamente ausentes da música clássica.

Para dedilhar, você pode adotar a posição clássica para a mão do corpo do instrumento, e que são empregadas em música folk, blues, country, ragtime e rock. A regra é que a posição correta da mão do corpo do instrumento é essencial para se obter boa sonoridade e controle técnico no violão clássico. Mas o violão de cordas de aço produz som aceitável em diversas posições de mão.

Por exemplo, descansar a base da palma da mão sobre o cavalete, por trás do rastilho. A palma fica sendo, então, um ponto de apoio constante e pode ser usada para abafar os bordões, criando maior contraste entre a linha rítmica e a melodia. Esta é uma boa maneira de evitar que os bordões continuem soando simultaneamente a melodia.

Estilos básicos

As muitas variações de dedilhados que empregam o polegar nos bordões e os demais dedos nas primas podem ser agrupadas em dois estilos básicos, os que usam dois dedos nas primas e os que empregam os três.

Os primeiros músicos de blues costumavam sustentar o ritmo nos bordões com o polegar e tocar a melodia com o indicador e o médio nas primas. Esse dedilhado, que aparece também em outros estilos musicais, era característico do reverendo Gary Davis, um dos pioneiros do blues, e ficou conhecido como clawhammer “martelo de unha”, pois a posição da mão do corpo do instrumento, lembra a forma de um martelo do tipo usado para arrancar pregos.

Muitos violonistas empregam três dedos em vez de dois “cada dedo tocando uma das primas”

Estilo polegar e dois dedos

Com dois dedos
O polegar toca a linha de baixos nos bordões 6ª, 5ª e 4ª cordas, em geral de cima para baixo. O indicador e o médio tocam a melodia nas primas (3ª, 2ª e 1ª cordas, quase sempre de baixo para cima.

Estilo polegar e três dedos

Com três dedos
O polegar toca os bordões. Usa-se também o dedo anelar. Assim, o indicador toca a 3ª corda, o médio a 2ª e o anelar a 1ª. Dependendo do acorde, porém, o indicador passa para a 4ª corda, o médio para a 3ª e o anelar para a 2ª corda.

Padrões de dedilhado

Os exemplos abaixo dão uma ideia de como funcionam os dedilhados. Com eles, você poderá desenvolver o controle independente dos dedos. Servem de base, também, para que você crie seus próprios padrões.

Todos eles estão escritos em tablatura e usam acordes simples, que empregam cordas soltas. O bordão pode variar, mas os padrões de dedilhado são os mesmos. Os primeiros três exemplos têm uma linha de baixos muito simples, dando um efeito de arpejo às notas tocadas nas primas. Nos outros três exemplos, o polegar toca um baixo alternado, passando da 6ª para a 4ª corda.

Comece prestando bastante atenção ao movimento dos dedos e procurando manter a mão o mais relaxada possível. Só quando sentir que sua mão automatizou o padrão é que você deverá aumentar a velocidade.

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Padrões de arpejo
padrões de arpejo
Padrões com baixo alternado
padrões com baixo alternado

Mudanças de acordes em dedilhados

Depois de aprender alguns padrões básicos de dedilhado é possível aplicá-los em progressões básicas de acordes, o mais importante é manter um ritmo constante ao longo das mudanças de acorde, estas últimas sempre interferem na execução, no estágio inicial da aprendizagem.

O exemplo abaixo foi construído sobre uma das progressões de acordes mais comuns, uma sequência descendente de Am, G, F e E. O dedilhado tem um baixo alternado constante e é tocado num compasso de quatro tempos, conte 1-e-2-e-3- e-4-e.

A cada compasso você completará uma vez o padrão de dedilhado.
Cada acorde dura dois Compassos.
Ao mudar de acorde, o polegar deverá trocar de bordão, para poder tocar a tônica de cada um dos acordes da progressão.
Não custa lembrar, a tônica de A menor está na 5ª corda solta, a de G na 6ª corda 3º traste, a de F na 4ª corda 3º traste e a de E na 6ª corda solta.
No primeiro tempo de cada compasso, as duas notas juntas devem ser tocadas pelo polegar e pelo anelar.
No final você pode passar de E para A menor e recomeçar.
mudança de acordes em dedilhados

Combinação de baixos e melodia

Além de constituir um estilo para o acompanhamento por meio de acordes, o dedilhado também possibilita combinar ao mesmo tempo linhas completas de baixo e de melodia. Assim, você pode tocar sozinho um arranjo a duas partes. Este estilo se baseia num tipo de dedilhado um pouco mais sofisticado, pois constitui uma combinação de solo e acompanhamento rítmico.
Experimente o arranjo a seguir, da música When the Saints Go Marching In.

Nos bordões, temos um baixo alternado constante de quatro tempos por compasso.
A melodia é tocada nas primas.

Exemplo
“When the saints go marching in”
Este arranjo de dedilhado ilustra o principio de combinar uma linha rítmica e constante de baixos alternados, tocados pelo polegar, com uma melodia simples tocada pelas primas.
combinação de baixos e melodia

Dedilhado com palheta

Este estilo é um pouco mais complicado, mas bastante versátil. Usado por inúmeros guitarristas – Jimi Hendrix, por exemplo, é uma combinação de dedilhado convencional e solo com palheta. Na execução, a palheta deve ficar na posição habitual, entre o polegar e o indicador, enquanto os demais dedos fazem o dedilhado.
dedilhado com palheta

Como tocar as cordas
Segure a palheta normalmente para tocar os bordões.

sequência em duas cordas

Exemplo: sequência em duas cordas
O ideal para esta sequência é tocar uma das cordas com a palheta e a outra com o dedo médio. Nas notas unidas por seta a palheta toca apenas a primeira, a segunda nota soa porque o dedo desliza até o traste seguinte.

fonte: Toque – Ralph Denyer

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Autor: Airton

Profissional freelancer atuando nas áreas de Design Gráfico, Produção Gráfica e Web Design. Desenvolvo projetos para mídias impressas e digitais. Sempre interessado nos avanços das tecnologias, métodos e processos, venho me dedicando ao estudo do Marketing Digital. "Músico por paixão" :-)

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