De Modos Gregos a Escalas

As características sonoras dos Modos Gregos podem ser transportadas para qualquer tonalidade, desde que sua sequência de intervalos original não seja alterada.

Na verdade, isso produz cinco novas escalas, e não sete, já que o jônico e o óleo coincidem com as escalas diatônicas naturais maior e menor.

Essas cinco novas escalas constituem alternativas a estrutura melódica e harmônica das escalas diatônicas.

Na realidade, modos e escalas possuem aplicações diferentes. As escalas determinam a harmonia e os modos expressam as variações melódicas. Para saber se um modo é maior ou menor basta olhar para o intervalo entre a 1ª e a 3ª notas (A tônica e a Terça).

O lídio e o mixolídio são, na verdade, maiores, enquanto dórico e o frígio são menores.

O lócrio é incomum, na medida em que seu acorde de tônica é “diminuto”.

A atmosfera geral do modo pode ser ouvida executando-se acordes construídos sobre seus graus, apenas com as notas que o modo contém.

De Modos Gregos a Escalas

Modo Jônico (no tom de C)

Foi o predecessor da escala maior diatônica. Possui a mesma sequência de intervalos e, portanto, a mesma sonoridade.
modo-jonico

DIGITAÇÃO DO MODO JÔNICO PARA OS SEIS MODELOS DE ACORDES:
seis modelos de digitação modo jônico

Modo Dórico (no tom de C)

É um modo menor. Difere da escala menor (eólia) apenas
na 6ª nota, que recebe um sustenido. Muito adequado para sequências menores (por exemplo, Im, IIm, III, IV, Vm e VII), que adquirem, assim, um toque jazzístico.
modo-dorico

DIGITAÇÃO DO MODO DÓRICO PARA OS SEIS MODELOS DE ACORDES:
seis modelos de digitação modo dórico

Modo Frígio (no tom de C)

Outro modo menor, praticamente idêntico a escala menor (eólia), exceto na 2ª nota, que é bemolizada (Db). Essa nota é ouvida como “9ª bemolizada” quando acrescentada a um acorde de tônica com sétima menor.
modo-frigio

DIGITAÇÃO DO MODO FRÍGIO PARA OS SEIS MODELOS DE ACORDES:
seis modelos de digitação modo frígio

Modo Lídio (no tom de C)

Uma escala maior. Difere da escala maior diatônica (jônica) por possuir um sustenido na 4ª nota (F#). Isso significa que ela possui as mesmas notas que uma escala maior no tom de G.
modo-lidio

DIGITAÇÃO DO MODO LÍDIO PARA OS SEIS MODELOS DE ACORDES:
seis modelos de digitação modo lídio

Modo Mixolídio (no tom de C)

O modo mixolídio possui a 7ª nota bemolizada (Bb). É que a diferencia da escala maior diatônica (jônica). Na verdade, trata-se de um dos modos usados com maior frequência para improvisação no Blues e no Jazz.
modo-mixolidio

DIGITAÇÃO DO MODO MIXOLÍDIO PARA OS SEIS MODELOS DE ACORDES:
seis modelos de digitação modo mixolídio

Modo Eólio (no tom de C)

Esse modo foi o predecessor da escala natural diatônica menor. Possui a mesma sequência de intervalos e, portanto, a mesma sonoridade.
modo-eolio

DIGITAÇÃO DO MODO EÓLIO PARA OS SEIS MODELOS DE ACORDES:
seis modelos de digitação modo eolio

Modo Lócrio (no tom de C)

Todas as notas desta escala são bemolizadas, com exceção da tônica (C) e da quarta (F). Dos sete modos, este é o menos utilizado na música ocidental, mas desempenha um papel importante nas músicas indiana e japonesa.
modo-locrio

DIGITAÇÃO DO MODO LÓCRIO PARA OS SEIS MODELOS DE ACORDES:
seis modelos digitacao locrio

fonte: Toque – Ralph Denyer

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Autor: Airton

Profissional freelancer atuando nas áreas de Design Gráfico, Produção Gráfica e Web Design. Desenvolvo projetos para mídias impressas e digitais. Sempre interessado nos avanços das tecnologias, métodos e processos, venho me dedicando ao estudo do Marketing Digital. "Músico por paixão" :-)

3 comentários em “De Modos Gregos a Escalas”

  1. Olá, Airton.
    Tenho uma dúvida sobre escalas harmônicas e melódicas. Se é possível transformar os modos jônio e eólio em harmônico e melódico, é possível fazer o mesmo com os outros modos?
    Parabéns pelo projeto.
    Abraço

    1. Olá Renan, desculpe o atraso da resposta, então, só a partir do modo eólio que é a escala menor natural foram construídas as escalas menor harmônica e melódica e também a Bachiana (ascende melódica e descende natural) instituída pelo compositor do Barroco Johann Sebastian Bach.
      Alguns historiadores dizem que era para corrigir uma dificuldade dos corais da época executarem os intervalos, mas respondendo sua pergunta, só na escala menor natural houve estas alterações.

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