Os Modos Gregos

Devemos a Grécia antiga a primeira formulação das escalas. Elas eram nomeadas segundo os povos gregos mais importantes (os dórios, frígios, lídios) e também a escala mixolídia que é uma mistura dos modos gregos, lídio e dórico.

Todas elas continham oito notas (equivalentes às notas das teclas brancas do moderno piano), E eram escritas na forma descendente.

A dórica descendia a partir de E (mi), a frígia de D (ré), a lídia de C (dó) e a mixolídia de B (si).

Essas foram as escalas adotadas pelos músicos da Idade Média. Mas, por alguma razão obscura, eles introduziram várias mudanças:

Em primeiro lugar inverteram a direção, fazendo com que as novas escalas fossem lidas no sentido ascendente;
em segundo lugar, alteraram as notas das quais elas partiam;
e, em terceiro lugar, substituíram o termo “Escala” por “Modo”.

Dessa forma, a escala grega dórica tornou-se o Modo Dórico, subindo de D (Ré) até D (Ré);
o modo frígio, subindo de E (Mi) até E (Mi);
o modo lídio subindo de F (Fá) até F (Fá).

Além disso, a antiga escala grega lídia que originalmente descendia de C (Dó), agora ascendia a partir de C (Dó), recebendo o novo nome de Modo Jônico.

E a escala grega mixolídia, que descendia a partir de B (Si), agora ascendia a partir de B (Si), recebendo o novo nome de Modo Lócrio.

O nome mixolídio passou a indicar a escala ascendente de G (Sol) a G (Sol).

A escala que partir de A (Lá) foi chamada de Modo Eólio.

Havia, portanto, sete Modos, um para cada nota do teclado.

Vimos, anteriormente, que o som característico de qualquer escala ou série de notas é determinado pela sua sequência de intervalos de tom e semitom.

Como cada modo possui sua própria sequência, cada um deles tem sua própria sonoridade.

Na Idade Média o sistema modal era a fonte de toda a melodia. Entretanto, já no princípio do século XVI, as complexidades progressivas da “polifonia” (músicas contendo duas ou mais linhas melódicas simultâneas) estavam provocando uma ruptura do sistema modal.

Em torno do século XVII, uma nova linguagem harmônica havia se desenvolvido.

A idéia de “tonalidade” foi expandida para incluir o sistema tonal.

Toda a música passou a ser escrita com uma “armadura de clave”, que identifica a tônica ou primeira nota da escala como “centro tonal”.

Os intervalos entre as notas são fixados por sua distância da tônica.

No coração do sistema tonal jazia o conceito de escalas maiores e menores diatônicas.

Uma escala “diatônica” reúne as notas adequadas a cada tonalidade.

A escala maior diatônica possui a mesma sequência de tons e semitons que o modo jônico medieval (que partia da nota C (dó)), e a escala menor natural diatônica possui a mesma sequência que o modo eólio (que partia de A (lá)).

Entretanto, a semelhança permanece apenas na estrutura, e não em sua utilização.

O Sitema Modal

Um modo é uma série de notas, como uma escala, na qual existe uma nota principal, à qual todas as notas estão relacionadas.

A primeira e última notas da oitava é sempre a nota principal, em qualquer modo.

Esta é a nota que estabelece a “tonalidade” do modo; a sequência de tons e semitons estabelece sua “modalidade”, ou seja, sua sonoridade própria.

Tomemos o modo eólio como exemplo. Ele começa e termina em A (lá); portanto, A (lá) é sua “tonalidade”.
Seus intervalos são de Tom, semitom, Tom[ Tom, semitom, Tom, Tom; portanto, essa sequência descreve sua “modalidade”, sua atmosfera ou sonoridade particular.

Os pentagramas abaixo apresentam os sete modos, indicando a nota de partida de cada um deles.

Observe que, pelo fato de serem formados apenas pelas notas brancas do teclado, cada modo possui uma sequência distinta, que é responsável por sua sonoridade característica.

Jônico

Dórico

Frígio

Lídio

Mixolídio

Eólio

Lócrio

sistema modal

fonte: Toque – Ralph Denyer

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Autor: Airton

Profissional freelancer atuando nas áreas de Design Gráfico, Produção Gráfica e Web Design. Desenvolvo projetos para mídias impressas e digitais. Sempre interessado nos avanços das tecnologias, métodos e processos, venho me dedicando ao estudo do Marketing Digital. "Músico por paixão" :-)

2 comentários em “Os Modos Gregos”

  1. Opa!
    Cara, eu tenho um material aqui onde está escrita, exatamente igual, a primeiro parte do seu texto. Mas desconheço o título desse livro. Será que você poderia referenciar ele pra mim?
    Gostaria muito de ter esse material em mãos…
    Obrigado!

    1. 😉 Olá Gustavo, que bom ter você aqui no Blog.
      A referência está logo abaixo do post (fonte: Toque – Ralph Denyer).
      Eu tenho este livro traduzido e adaptado para o Brasil, que colecionei em fascículos na época.
      Se você não conseguir o que está querendo me mande um email, se eu puder te ajudar, será um prazer.

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