Vamos Aprender um Pouco como Solfejar as Notas Musicais

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Saber solfejar notas musicais é importante para quem toca solos no violão ou na guitarra e também para quem quer dedicar-se ao acompanhamento.

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Já vimos que a base da leitura dos valores rítmicos é a relação entre as durações das notas, ou seja, sua duração relativa que, na maioria das vezes, estabelece-se segundo relações dobro-metade.

Comece exercitando a leitura de semínimas e colcheias e suas respectivas pausas.

A leitura de valores menores que esses (semicolcheias principalmente), vai torná-lo apto a ler a maior parte das partituras de violão e guitarra encontradas na prática musical cotidiana, bem como decifrar a divisão rítmica da grande maioria dos ritmos populares.

Por isso, é muito importante o treino de solfejar notas musicais nesse estágio inicial.

Abaixo nessa página é apresentada uma pequena série de exercícios de dificuldade progressiva.

Cada um deles é escrito primeiro em compasso 4/4, apenas com mínimas, semínimas e colcheias.

Em seguida, o mesmo exercício aparece escrito em compasso 2/4, agora com semínimas, colcheias e semicolcheias.

Assim quando você tiver alguma dúvida sobre a leitura de semicolcheias, bastará ler de novo o compasso 4/4 correspondente para tirar a dúvida.

Em ambos os casos, os tempos do compasso são indicados por uma linha de semínimas abaixo da pauta.

Leia primeiro o 4/4 algumas vezes. Depois, passe para o 2/4.

Note que agora aparecem apenas dois tempos de semínima em cada compasso, portanto, você será obrigado a subdividir cada tempo em quatro, ao invés de dois.

Se você marcar as semínimas no mesmo andamento que marcou o 4/4, obterá a mesma divisão rítmica, mas no dobro da velocidade.

E se você reduzir pela metade, marcando as semínimas mais lentamente, portanto, terá exatamente o mesmo resultado.

As explicações sobre como solfejar notas musicais estão no post ritmo e andamento.

Figuras rítmicas

As figuras rítmicas 4 semicolcheias ligadas e colcheias ligadas aparecem em todos os exercícios. São figuras básicas, que dividem cada tempo do compasso em duas ou quatro frações menores (subdivisões).

Cada exercício, porém, incluem outras figuras.

No exercício A e B, você vai trabalhar com a figura 1-colcheias-2-semicolcheias-ligadas

No exercício C, com o inverso dela, 2-semicolcheias-1-colcheias-ligadas

No exercício D, inclui-se a figura 1-semicolcheia-1-colcheia-1-semicolcheia-ligadas , característica de muitos ritmos brasileiros e também conhecida, no jargão da música popular, pela denominação de “caixotinho”.

No exercício E, estão algumas variações de 4 semicolcheias ligadas e 3-semicolcheias-ligadas, obtidas pela inserção de pausas.

No exercício F, o ponto de aumento origina a figura 1-colcheia-com-ponto-1-semicolcheia-ligadas

No exercício G, há um exemplo de como uma ligadura pode criar efeitos de síncopa, ou seja, de deslocamento dos acentos.

No exercício H, aparecem tercinas e no exercício F, uma miscelânea.

Tente realizar várias vezes cada exercício, e só passe para o seguinte quando obter certa desenvoltura.

Lembre-se que todas as figuras estão relacionadas entre si.

Assim, se você encontrar dificuldade para solfejar 3-semicolcheias-ligadas , por exemplo, considere que ela nada mais é do que a figura 4 semicolcheias ligadas com a supressão da primeira nota.

Assim, solfeje 4 semicolcheias ligadas várias vezes e, em dado momento, suprima a primeira semicolcheia.

Depois de repetir a nova figura algumas vezes, ela já estará razoavelmente memorizada e você poderá solfeja-la com facilidade, à primeira vista.

O mais importante é que você automatize a leitura dessas figuras rítmicas.

Exempos de como solfejar notas musicais

Exercício A
Ao solfejar o 2/4, lembre-se que, nos tempos formados por uma colcheia e duas semicolcheias, a colcheia deve cair na cabeça do tempo, e as duas semicolcheias no contratempo. Procure memorizar o padrão rítmico ao ler o compasso 4/4, isso tornará muito mais fácil a leitura das semicolcheias no 2/4.
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Exercício B
Uma pequena variação do exercício anterior, com maior presença dos grupos de quatro semicolcheias em um tempo.
Se você encontrar alguma dificuldade em encaixar as quatro semicolcheias em um tempo, leia várias vezes o 4/4, aumentando o andamento gradativamente, depois, passe a marcar apenas a primeira e a terceira semínimas. Depois passe para o 2/4.
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Exercício C
Aqui a ênfase do exercício recai sobre os grupos de duas semicolcheias e uma colcheia por tempo.
Essa figura é o inverso da figura empregada no exercício A, as duas semicolcheias caem na cabeça do tempo e a colcheia no contratempo.
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Exercício D
Este é um exercício um pouco mais difícil. A figura formada por semicolcheia, colcheia e semicolcheia é largamente usada em ritmos brasileiros, como o samba, bossa nova, maxixe etc.
É como se se tratasse de uma sequência de quatro semicolcheias em que a terceira delas é “suprimida” e a segunda “esticada” até que corresponda ao valor de uma colcheia.
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Exercício E
Veja agora como o exercício anterior adquire outro caráter rítmico, com algumas pausas de semicolcheias na cabeça do tempo.
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Exercício F
A novidade deste exercício é a figura (IMAGEM colcheia pontuada e a semicolcheia ligadas com a barra) onde aparece o ponto de aumento.
A colcheia pontuada equivale a três semicolcheias. Note que os primeiros tempos dos compassos 1, 2 e 3 formam uma espécie de progressão: a primeira nota é uma semicolcheia no primeiro compasso, uma colcheia no segundo e uma colcheia pontuada no terceiro. Compare as três figuras.
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Exercício G
Aqui as ligaduras aparecem entre os tempos do compasso e também ligando o último tempo de um compasso ao primeiro do compasso seguinte. No estágio inicial, a melhor maneira de conseguir solfejar as ligaduras é primeiro ler o trecho ignorando-as; depois, prolongar a sílaba da primeira nota unida pela ligadura até completar o valor das duas notas juntas.
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Exercício H
As tercinas criam uma subdivisão diferente do padrão de dobro-metade produzidos por colcheias, semínimas e semicolcheias.
Você deve encaixar três notas em um tempo de semínima, Uma sugestão é praticar isso isoladamente.
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Exercício I
As figuras mais comuns na escrita musical popular, bem como ocorrências do tipo ligaduras, pontos de aumento e tercinas, aparecem reunidas neste pequeno trecho.
Se você realizou os anteriores, não terá dificuldades especiais em dominá-lo.
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fonte: Toque – Ralph Denyer

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Autor: Airton

Profissional freelancer atuando nas áreas de Design Gráfico, Produção Gráfica e Web Design. Desenvolvo projetos para mídias impressas e digitais. Sempre interessado nos avanços das tecnologias, métodos e processos, venho me dedicando ao estudo do Marketing Digital. "Músico por paixão" :-)

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