Teoria dos Três Acordes

acordes secundários

A partir do momento em que você dominar os quinze acordes do vocabulário básico, ficará evidente que alguns soam melhor juntos do que outros.

Em qualquer tonalidade há três acordes que aparecem praticamente em todas as progressões básicas. Eles sempre soarão bem juntos, em qualquer sequência e em qualquer tonalidade em que forem colocados. São os chamados acordes primários e representam o fundamento de qualquer composição.

Você pode localizar esses três acordes em qualquer tonalidade, tomando por base a escala maior.

Vejamos isso em C, por exemplo. A escala de C maior não tem nenhum sustenido ou bemol.

Assim, numa oitava, as notas são:
“C D E F G A B C”, a nota C é a tônica e o acorde montado sobre essa nota é C maior, também chamado de acorde de tônica.

Os outros dois acordes primários são o 4º e o 5º na escala. Contando 4 notas, a partir do C (2,5 tons acima), temos o F, e contando 5 (3,5 tons acima), encontramos o G.

O 4º acorde (montado sobre a nota F) é chamado subdominante e o 5º (montado sobre a nota G) é chamado dominante.

Na escala de C, então, F é o acorde de subdominante e G o acorde de dominante.

Acordes primários

O sistema numeral romano

Existe um sistema em teoria musical que permite identificar cada acorde de uma tonalidade por um numeral romano. O 1º acorde, montado sobre a tônica, é I, o segundo é II, o terceiro III e assim por diante até o VII. O acorde VIII é igual ao I, só que uma oitava acima.

Cada acorde recebe também um nome de acordo com sua posição na escala e seu numeral romano qualquer que seja a escala.

O acorde I é o de tônica, o IV é o de subdominante e o V é o de dominante. Os demais estão relacionados abaixo.

o-sistema-numeral-romano

centro tonal ou campo harmônico

Progressões baseadas na teoria dos três acordes

O esquema à abaixo mostra algumas das progressões de acordes l – IV – V mais comuns, utilizando os quinze acordes.

progressões baseadas na teoria dos 3 acordes

Os acordes de tônica (l) e subdominante (IV) podem ser maiores, menores ou com sétima, mas o de dominante (V), nestes exemplos, é sempre, maior, e geralmente com sétima.

Você perceberá imediatamente que muitas dessas combinações de acordes são familiares ao seu ouvido, pois formam a base da maioria das canções populares.

O que torna uma canção diferente da outra além da ordem em que estão dispostos os acordes é o tempo que se permanece em cada acorde e o ritmo que se dá à sequência.

Tente tocá-las. Dê a Cada acorde uma duração igual, contando entre 1 e 4 tempos, e experimente todas as combinações mostradas em cada uma das tonalidades (três sequências em E, três em A e três em D, e duas em G e em C).

Dessa forma você poderá perceber como soam os acordes maiores, menores e de sétima combinados (às vezes, o acorde de tônica é maior; às vezes, menor; o mesmo ocorre com o acorde de subdominante; os acordes de dominante geralmente são com sétimas).

Progressões de blues

O padrão mais comum de blues é conhecido como blues de doze compassos. Tem esse nome por serem necessários doze compassos para se completar cada ciclo de progressão de acordes.

Consideremos por ora que, no caso do blues, cada compasso equivale a uma contagem de tempos de 1 – 2 – 3 – 4.

É difícil definir o blues. Há muitas variações na extensão do tema e muitas maneiras diferentes de dispor os três acordes primários.

Às vezes os acordes são maiores, às vezes são sétimas, às vezes a progressão não tem doze compassos, mas apenas oito. Portanto, o blues é, na verdade, caracterizado tanto pelo ritmo e pelos estilos de solo vocal e instrumental, quanto pelas progressões de acordes.

Temos abaixo quatro progressões de acordes tipicas de blues, na tonalidade de “E”. A primeira representa o que se considera o padrão básico de doze compassos. A segunda mostra a mesma progressão, com a introdução de sétimas. A terceira é uma variação comum. E a quarta é uma sequência de oito compassos, em vez de doze.

A simplicidade e o equilíbrio dessas progressões fizeram com que elas se consolidassem como um esquema muito importante para o improviso.

Blues padrão de 12 compassos
blues padrão de 12 compassos

Variação do Blues de 12 compassos
variação do blues de 12 compassos

Blues de 12 compassos com sétimas
blues de 12 compassos com sétimas

Blues de 8 compassos
blues de 8 compassos

Outras progressões

Acima neste post vimos como encontrar os acordes de I, IV e V graus da escala, construídos sobre a 1ª, 4ª e 5ª notas de uma escala maior.

Veremos agora os chamados acordes secundários construídos sobre o 2ª, 3ª e 6ª nota de uma escala.

Os numerais romanos indicam em qual nota da escala o acorde se localiza. O acorde VI é construído sobre a 6ª nota de qualquer escala maior. É chamado relativo menor. Sua forma natural é a de um acorde menor, mas pode ser tocado como maior ou como sétima.

O acorde II é construído sobre a 2ª nota da escala maior e é chamado de sobretônica. Em geral é menor, mas pode ser tocado como maior ou como sétima.

O acorde III é montado sobre a 3ª nota da escala e é chamado mediante. Tem esse nome por ficar do ponto médio entre o acorde de tônica (I) e o de dominante (V). Em geral é tocado como menor, mas pode ser também um acorde maior.

Tomemos novamente como exemplo a escala de C. O acorde II é o D, o acorde III é o E e o acorde IV o A como na imagem abaixo.

acordes secundários

Para localizar os acordes de sobretônica, mediante e relativo menor em outras tonalidades, emprega-se o mesmo método de contar as notas da respectiva escala maior. A imagem das progressões baseadas na teoria dos três acordes acima nesta página mostra esses acordes nas cinco tonalidades maiores mais comuns.

Progressões comuns com os seis acordes da escala

Com os seis acordes da escala que examinamos até agora, podemos criar várias progressões.

Abaixo na imagem, algumas progressões mais usadas em peças populares simples.
obs: As duas últimas progressões da escala de G tem um acorde de Bm, que é geralmente tocado com pestana.

progressões com seis acordes da escala

fonte: Toque – Ralph Denyer

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Autor: Airton

Profissional freelancer atuando nas áreas de Design Gráfico, Produção Gráfica e Web Design. Desenvolvo projetos para mídias impressas e digitais. Sempre interessado nos avanços das tecnologias, métodos e processos, venho me dedicando ao estudo do Marketing Digital. "Músico por paixão" :-)

6 comentários em “Teoria dos Três Acordes”

  1. Parabéns amigo. Sua explicação é bastante clara e. Objetiva. Limpa.
    Agradeço sua dedicação, seu tempo empregado de forma gratuita e despretensiosa.
    Deus lhe retribua em dobro.
    O Brasil que eu quero é formado por pessoas como você.
    Muito obrigado. Muito obrigado.
    Muito obrigado. Muito obrigado…..

  2. Deus abençoe, excelente trabalho.estou começando a aprender violão e já me ajudou a entender muito mais.saiba que você está ajudando alguém a aprender a louvar ao Senhor.

  3. Olá, eu queria perguntar era na língua diária de quem não compreende Campos harmónicos exactos: chamam ao acorde tónico a primeira, o quinto grau) chamam-lhe a segunda. O quarto grau acho que dizem a terceira. Queria saber o que chamam ao sexto grau Menor ou ao segundo grau menor etc. Agradecia muito, Muito obrigado!
    Manuel D CORREIA / Canadá

    1. Olá, Manuel,
      Vou ser sincero, essa pergunta ultrapassa meus conhecimentos, encontrar uma lógica para esses termos (primeira, segunda e terceira) é realmente difícil, então para “Sexto Grau menor e Segundo Grau menor” fica mais complicado ainda. Esses termos lembro que eram muito usados na música sertaneja ou música caipira, onde a maioria das canções orbitavam nestes 3 acordes, assim como o Blues também, mesmo nunca sido mencionados em métodos americanos ou europeus, pelo menos os que já consultei até hoje.
      Portanto fico devendo a você essa resposta e se encontra-lá em algum lugar, por favor, publique aqui no Blog pra que possamos aumentar nosso conhecimento 🙂
      Abs!

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