Toque com Variações do Bordão

sequencia de baixos asc-desc

Todo violonista parte de acordes para elaborar os seus acompanhamentos. Ele emprega nessa tarefa seu conhecimento de harmonia, que lhe permite colocar os acordes certos no lugar e sequência corretos. Mas, além disso, há uma série de recursos que ele emprega para enriquecer seu acompanhamento como as variações do bordão.

Primeiro, ele faz o melhor uso possível de seu vocabulário de acordes. No lugar onde a música exige um acorde de G, por exemplo, um bom violonista terá à sua escolha umas dez alternativas de acordes.

Outro recurso muito importante para enriquecer o acompanhamento a elaboração de uma boa linha de baixos. É preciso dominar muito bem o braço do instrumento para conseguir elaborar uma linha de baixos fluente.

O primeiro ponto é evitar a monotonia de repetir várias vezes a tônica do acorde. Uma boa solução é alternar a tônica com a quinta ou com a terça do acorde. Outra saída é encadear o baixo de um acorde e o baixo do acorde seguinte, criando uma pequena sequência melódica de ligação entre os dois. Os violonistas de sete cordas fazem isso de forma altamente elaborada.

Baixo alternado

Em sua forma mais simples, esta técnica de variação dos bordões é usada especialmente em violão folk e country. E uma combinação entre polegar e três dedos.

O baixo alternado coincide geralmente com os tempos do compasso, enquanto os acordes, quase sempre sem pestana, são dados pelos três dedos juntos, nos contratempos. Os baixos fazem, como regra, a tônica e a quinta.

Os diagramas abaixo mostram quais são os baixos dos seis acordes mais frequentemente usados. Toque primeiro o baixo com o polegar, a seguir o restante do acorde com os três dedos, depois alterne o baixo (quinta) e toque o acorde novamente. Numa contagem de quatro tempos, teremos notas do baixo nos tempos 1 e 3, e acordes nos tempos 2 e 4.

Uma das razões da evolução dessa técnica é que ela dá à mão esquerda mais tempo para trocar de acorde quando se toca em andamentos rápidos. Depois de aprender a tocar alternando o baixo, você pode introduzir pequenas sequências melódicas de baixos. para fazer a ligação entre os acordes.

BAIXOS ALTERNADOS PARA ACORDES SEM PESTANA

baixos-alternados-c-g-e
baixos-alternados-a-d-b

SEQUÊNCIA DE BAIXOS
Ligação dos acordes C a F a C usando variações do bordão

Conte os tempos “1 e 2 e 3 e 4 e”
Toque as notas de ligação nos tempos “e 4 e” de cada compasso.
ligação entre acordes c-f-c

Ligação dos acordes A a D a E a A usando variações do bordão

Mesmo princípio do exemplo acima.
Os últmos quatro tempos do segundo compasso são usados para descer de D a E
ligação entre acordes a-d-e-a com variações do bordão

Ligação dos acordes E a A a B7 a E usando variações do bordão

No final do segundo compasso emprega-se um Bb para ligar o A ao B7.
ligação entre acordes e-b7-a com variações do bordão

Recheio no baixo para o acorde de “D MAIOR” usando variações do bordão

Essa linha simples inclui o B ou o C na 5ª corda.
Essas notas são “marteladas” sobre o A da 5ª corda.
recheios para o acorde de d com variações do bordão

Sequência de baixos acendentes e descendentes usando variações do bordão

O primeiro exemplo liga os acordes D, A, e E, o segundo os acordes D, C, e G.
Ambos tem quatro tempos por compasso, com os baixos nos tempos 1, 3 e 4
sequencia de baixos asc-desc

fonte: Toque – Ralph Denyer

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Autor: Airton

Profissional freelancer atuando nas áreas de Design Gráfico, Produção Gráfica e Web Design. Desenvolvo projetos para mídias impressas e digitais. Sempre interessado nos avanços das tecnologias, métodos e processos, venho me dedicando ao estudo do Marketing Digital. "Músico por paixão" :-)

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